Mudar o regime Servir Portugal

Manuel Beninger

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quarta-feira, 16 de outubro de 2013

O Primeiro Delinquente

Soares diz que há "delinquentes" no Governo, mas em 2011 convenceu Sócrates a apelar à "ajuda" internacional. Depois de já ter feito dois pedidos de resgate ao FMI, em 1978 e 1983, quando foi primeiro-ministro, e de ter aplicado medidas de austeridade tão más ou pioreds que o actual governo, estará a falhar a memória ao histórico socialista?

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

"Entroikado"


A palavra do ano 2012 é.... entroikado!

A palavra "Entroikado" recolheu 32 por cento dos votos dos cibernautas numa votação organizada pela Porto Editora.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Quando Mário Soares defendia o plano do FMI: hoje quer rasgar o acordo com a troika


Viver numa república tem destas aberrações.
É preciso ter cá uma lata. Não ter a generosidade da equidistância politica e não saber da história que já escreveu, só mesmo de um republicano bacoco.
Ora vejamos:

Em Agosto de 1983, o Governo do Bloco Central PS-PSD, assinou um memorando de entendimento com o Fundo Monetário Internacional. Os impostos subiram, os preços dispararam, a moeda desvalorizou, o crédito acabou, o desemprego e os salários em atraso tornaram-se numa chaga social e havia bolsas de fome por todo o país. O primeiro-ministro era Mário Soares. Veja como o homem que hoje quer rasgar o acordo com a troika defendia os sacrifícios pedidos aos portugueses.
“Os problemas económicos em Portugal são fáceis de explicar e a única coisa a fazer é apertar o cinto”. DN, 27 de Maio de 1984
“Não se fazem omoletas sem ovos. Evidentemente teremos de partir alguns”. DN, 01 de Maio de 1984
“Quem vê, do estrangeiro, este esforço e a coragem com que estamos a aplicar as medidas impopulares aprecia e louva o esforço feito por este governo.” JN, 28 de Abril de 1984
“Quando nos reunimos com os macroeconomistas, todos reconhecem com gradações subtis ou simples nuances que a política que está a ser seguida é a necessária para Portugal”. Idem
“Fomos obrigados a fazer, sem contemplações, o diagnóstico dos nossos males colectivos e a indicar a terapêutica possível” RTP, 1 de Junho de 1984. Idem, ibidem
“A terapêutica de choque não é diferente, aliás, da que estão a aplicar outros países da Europa bem mais ricos do que nós” RTP, 1 de Junho de 1984
“Portugal habituara-se a viver, demasiado tempo, acima dos seus meios e recursos”. Idem
“O importante é saber se invertemos ou não a corrida para o abismo em que nos instalámos irresponsavelmente”. Idem, ibidem
“[O desemprego e os salário em atraso], isso é uma questão das empresas e não do Estado. Isso é uma questão que faz parte do livre jogo das empresas e dos trabalhadores (...). O Estado só deve garantir o subsídio de desemprego”. JN, 28 de Abril de 1984
“O que sucede é que uma empresa quando entra em falência... deve pura e simplesmente falir. (...) Só uma concepção estatal e colectivista da sociedade é que atribui ao Estado essa responsabilidade. Idem
“Anunciámos medidas de rigor e dissemos em que consistia a política de austeridade, dura mas necessária, para readquirirmos o controlo da situação financeira, reduzirmos os défices e nos pormos ao abrigo de humilhantes dependências exteriores, sem que o pais caminharia, necessariamente para a bancarrota e o desastre”. RTP, 1 de Junho de 1984
“Pedi que com imaginação e capacidade criadora o Ministério das Finanças criasse um novo tipo de receitas, daí surgiram estes novos impostos”. 1ª Página, 6 de Dezembro de 1983
“Posso garantir que não irá faltar aos portugueses nem trabalho nem salários”. DN, 19 de Fevereiro de 1984
“A CGTP concentra-se em reivindicações políticas com menosprezo dos interesses dos trabalhadores que pretende representar” RTP, 1 de Junho de1984
“A imprensa portuguesa ainda não se habituou suficientemente à democracia e é completamente irresponsável. Ela dá uma imagem completamente falsa.” Der Spiegel, 21 de Abril de 1984
“Basta circular pelo País e atentar nas inscrições nas paredes. Uma verdadeira agressão quotidiana que é intolerável que não seja punida na lei. Sê-lo-á”. RTP, 31 de Maio de 1984
“A Associação 25 de Abril é qualquer coisa que não devia ser permitida a militares em serviço” La Republica, 28 de Abril de 1984
“As finanças públicas são como uma manta que, puxada para a cabeça deixa os pés de fora e, puxada para os pés deixa a cabeça descoberta”. Correio da Manhã, 29 de Outubro de 1984
“Não foi, de facto, com alegria no coração que aceitei ser primeiro-ministro. Não é agradável para a imagem de um politico sê-lo nas condições actuais” JN, 28 de Abril de 1984
“Temos pronta a Lei das Rendas, já depois de submetida a discussão pública, devidamente corrigida”. RTP, 1 de Junho de 1984
“Dentro de seis meses o país vai considerar-me um herói”. 6 de Junho de 1984

domingo, 11 de novembro de 2012

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Críticas a Passos Coelho sobem dentro do PSD


Avolumam-se as críticas ao anúncio de Pedro Passos Coelho, até dentro do PSD.
Alexandre Relvas acusa o executivo de estar a fazer "experimentalismo social" com os portugueses.
Marcelo Rebelo de Sousa já tinha dito que o primeiro-ministro não mediu as consequências do que anunciou e Alberto João Jardim até pede a intervenção do Presidente da República.
Mira Amaral, antigo governante social-democrata defende outras medidas e está chocado com a situação dos pensionistas. “Não pode ser só aumento de impostos e corte de vencimentos”
“Lamento que um governo que apoiei ainda não tenha começado a fazer aquilo que eu estava à espera que fizesse que era o corte da despesa pública e, ao mesmo tempo, preocupar-se com a competitividade e o crescimento económico. Isto não pode ser só aumento de impostos e corte de vencimento aos funcionários e de pensões”.

OS ENSINAMENTOS

As quatro folhas A4 em que constam as normas para responder às perguntas, sobretudo da imprensa, sobre as medidas de austeridade anunciadas.
Leia o documento na íntegra.

ISTO É ASSUSTADOR!

segunda-feira, 11 de junho de 2012

E esta, hein?

Numa conferência do PSD destinada aos militantes de Braga, o ministro Miguel Macedo salientou que o memorando da “troika” não visa garantir crescimento e emprego. 
Ficamos esclarecidos de uma vez por todas.

Somos um país essencialmente agrícola:

Uns já cavaram, outros vão cavar......
e os que ficam são nabos!
Mais palavras para quê!!!

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Milionários da troika mandam cortar salários em Portugal mas cada um ganha 16 mil €

Abebe Selassie, do Fundo Monetário Internacional (FMI), Rasmus Ruffer, do Banco Central Europeu (BCE), e Jürgen Kröger da Comissão Europeia (CE), que chefiam a missão da troika que está em Lisboa a fazer a quarta avaliação do programa de assistência económica e financeira a Portugal, não se podem queixar dos seus vencimentos, com uma média salarial de 16 mil euros mensais.
Defenderam na quinta-feira que os ordenados em Portugal continuam demasiado "rígidos e altos", e que isso impede que o desemprego baixe, mas os seus ordenados mensais variam entre os 13 mil e os 20 mil euros. Rasmus Ruffer, do BCE, será o que tem um vencimento mais elevado. Segundo as tabelas salariais publicadas no site da internet deste organismo europeu, o alemão, conselheiro na divisão que acompanha os países da União Europeia, aufere um salário entre os 13 538 euros e os 20 249 euros. Segue-se Abebe Selassie, director de departamento do FMI, que terá um salário entre os 13 994 euros e os 18 188 euros.
Já o director para os assuntos económicos e financeiros da Comissão Europeia, Jürgen Kröger, tem um salário entre os 13 mil e os 16 mil euros por mês, segundo elementos obtidos junto do site daquele órgão.
Além disso, cada vez que vêm a Portugal, têm direito a segurança paga pelo Estado português e deslocam-se em carros de alta cilindrada, nomeadamente Kröger, que usa um BMW com matrícula diplomática e viaja sempre sozinho.
Em Portugal, o salário mínimo está nos 485 euros e existem 2,3 milhões de pessoas no País, dois terços dos trabalhadores, que ganham menos de 900 euros por mês.


quarta-feira, 23 de maio de 2012

ESTAMOS TRAMADOS E MAL PAGOS COM A TROPA QUE NOS TEM GOVERNADO!


Economia

OCDE prevê novas medidas de austeridade para Portugal


Portugal vai ter que adotar novas medidas de austeridade para cumprir as metas orçamentais previstas. A previsão é feita hoje pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) no seu relatório sobre previsões económicas.

A OCDE vai mesmo mais longe e adianta que o Governo português vai ter que implementar medidas de consolidação orçamental para lá das previstas no programa" da troika.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Quando Portugal disse NÃO à "troika"

Visão de 5 de Abril de 2012
Recusou o controlo estrangeiro das finanças e foi aplaudido por todos

domingo, 4 de março de 2012

Assembleia Municipal - Plenário: Reforma da Administração Local no Concelho de Braga

MOÇÃO
Reforma da Administração Local no Concelho de Braga


O Memorando de Entendimento assinado pelo Governo português em 2011 contemplava uma reforma tutelada do poder local democrático em Portugal. Nesse âmbito, o actual Governo elaborou o Documento Verde da Reforma da Administração Local. A adopção, no Concelho de Braga, do conjunto de regras burocráticas que o mesmo prevê provocaria o desaparecimento de uma parte significativa das freguesias bracarenses.
O PPM é defensor intransigente do poder local e da enorme mais-valia que ele representa para as populações no que se refere à possibilidade de execução de políticas de proximidade, à manutenção da rica diversidade e especificidade identitária das nossas comunidades humanas e à representatividade democrática que as mesmas possuem.
Ao acabarem com as juntas de freguesia, estarão a liquidar o último serviço de proximidade que vai resolvendo muitos dos problemas que vão surgindo e a dificultar a vida aos idosos.
No caso concreto das fusões de freguesias, o actual Governo cometeu um erro grave ao apresentar indicadores de régua e esquadro, sem aplicação no terreno, sobretudo sem consultar os representantes dos municípios e das freguesias.
Está a ser lançada a discussão sobre a Reforma da Administração Local que em nosso ver que não tem utilidade e cujo peso na despesa pública é praticamente zero.
Nas zonas rurais estamos a falar de presidentes de Junta que ganham 274 euros por mês e que fazem de tudo. Não conhecemos outro serviço público mais barato que seja feito com este sucesso e proximidade. É esta a poupança que se quer apresentar à troika?
Um processo desta importância deveria passar por um grande consenso entre todos os parceiros, e independentemente de qualquer que venha a ser o modelo a nível concelhio no âmbito da reforma da administração local, defendemos que a proposta de extinção de qualquer freguesia do nosso concelho só deverá ser aplicada após a consulta às populações afectadas.
Neste sentido, o P.P.M. propõe a esta Assembleia Municipal que se aprove a seguinte Moção:
Que a Câmara Municipal de Braga, no uso das competências próprias, diligencie com a Associação Nacional de Municípios Portugueses e com a Associação Nacional de Freguesias, para, junto do Governo, se poder realizar um referendo local nas freguesias afectadas, no sentido de ratificar, ou não, qualquer proposta de extinção da mesma.

Manuel Beninger
Grupo Municipal do P.P.M.
na Assembleia Municipal de Braga
02.03.2012
[Aprovada com os votos do PPM, PS e Independentes; Contra do PSD e CDS;  Abstenção do PCP e BE]

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

"50% do que eu ganho vai para impostos". Que droga!


Hummm. Percebo. Deveremos estabilizar as contas públicas, deveremos cortar nos subsídios de férias e de Natal, deveremos manter o corte salarial nos funcionários públicos, deveremos aumentar mais meia hora de trabalho por dia, deveremos…, deveremos…, deveremos….
Tudo para garantir que meia dúzia de amigos, acólitos do poder político possam continuar no regabofe dos salários proibitivos, diria mais, salários anti-cristãos.
Irá pagar 50% do que ganha em impostos. É caso para dizer: QUE DROGA para alguém que esteve tão preocupado com o futuro de Portugal.
PAU DE MARMELEIRO PARA ESTA GENTALHA POLÍTICA.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Numa Europa sem norte nem lideranças fiáveis

Numa Europa sem norte nem lideranças fiáveis, para a qual fomos empurrados sem honra nem glória, estamos hoje aprisionados ao pagamento de uma dívida causada, em primeiro lugar, pela entrada compulsiva numa moeda que não era a nossa e para a qual não fomos consultados. Conjuntamente ocorreu a globalização, que contribuiu para o desequilíbrio das balanças de pagamentos europeias, que juntamente com a irresponsabilidade de duas décadas de sucessivos governos democráticos, que mais não fizeram que engordar o aparelho do Estado, empregando os amigos dos recém-eleitos e empurrando os que os precederam para Institutos e fundações diversas, indiscriminadamente criadas para os manter calados.

No meio deste espaço geográfico em acelerada decadência, existe um Estado que não consta da lista de falidos ou pré falidos e se encontra sem governo eleito, há quase um ano! A Bélgica não é um País do sul da Europa, não consta que tenha uma dívida pública para além do razoável, tem no seu território parte dos agora quase inexistentes Órgãos de Soberania Europeus, mas tem um Rei, único elemento aglutinador de duas Nações que não morrem de amores entre si.

Podemos, assim, concluir que em Monarquia, é possível governar em gestão, sem que isso abale a estabilidade financeira e sem andar constantemente nos noticiários internacionais da desgraça.

Estando Portugal em crise financeira, com a maioria da população a sofrer implacáveis cortes nas receitas e subidas nos preços de bens indispensáveis, cabe perguntar se não podíamos começar a cortar nas despesas mais supérfluas.

Reputo de supérfluos, os custos de manutenção de uma quantidade de mordomias a que os ex-presidentes têm direito, mais parte das do que agora ocupa o cargo e que anda entretido a “nobilitar” com comendas, em nome da república, emigrantes de sucesso nos EUA, pedindo-lhes que invistam na terra que os obrigou a partir, à mingua de subsistência.

Não estaríamos agora melhor, se tivéssemos um Rei e um governo de gestão, que nos deixasse trabalhar, em vez de estar apenas ao serviço dos mercados financeiros e da troika?

Dom Vasco Teles da Gama

Fonte: Diário digital