Mudar o regime Servir Portugal

Manuel Beninger

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sexta-feira, 7 de junho de 2013

Galicia está en peligro

¡Salvemos Galicia de la megaminería!

Una amiga gallega que vive  en una zona rural me ha mandado esta noticia  que me sorprendido.
No dejes de ver el video y luego decides si apoyas la protesta para impedir que se hagan alli cosas como la explotación de Aznallcollar en las marismas de Huelva.

domingo, 31 de março de 2013

O nosso país...

Um país com recursos tão variados e com tão boa cotação a nível internacional, mas que não soube apostar na valorização do património ambiental, construído, etc. Este é mais um incentivo à salvaguarda e valorização dos monumentos e à aposta no turismo.

Teresa Barbosa washington post

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Juventude Monárquica elegeu nova direcção política em Braga


Jornal "Diário do Minho" de 19 de Novembro, pág. 6
A comissão regional da Juventude Monárquica de Braga acaba de eleger a sua nova direcção política, que tem por presidente Nuno Leheman Alves Pinto, por vice-presidente Joana Rodrigues Castro e por vogais Carlos Sá Menezes e Francisca Fontes.
O programa de ação realça «os valores da vida, as questões ambientais, a defesa da agricultura, da produção nacional e da educação» e insiste na denúncia da Constituição por «impor ditatorialmente a república como única forma de regime».
«Mesmo em altura de revisão constitucional, ainda não vimos nenhum outro político monárquico de um outro partido falar sequer sobre o tema», lamenta a Juventude Monárquica, que declara o «apoio inequívoco a Dom Duarte da Casa de Bragança».

domingo, 9 de setembro de 2012

Que futuro para a floresta em Portugal?

- AS FOTOS -
 Debate moderador por:
Dr. Júlio Reis Silva
Secretário Geral do Partido Popular Monárquico
Dr. Valdemar Pedro Cabral da Câmara Almeida
O Presidente da Junta de Freguesia de Paço de Arcos saúda os participantes e oradores do Debate
Arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles
"O impacto da proposta de alteração do regime de arborização e rearborização com recurso a espécies florestais no território continental"
Professora Doutora Helena Oliveira Freitas
Oradores convidados:
Professora Doutora Helena Oliveira Freitas
Arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles

Moderador:
Dr. Júlio Reis Silva
Parabéns a quem a organizou e quem teve mérito da iniciativa. Valdemar Pedro Almeida e Vanda Raimundo. Seu a seu dono.

sábado, 8 de setembro de 2012

Que futuro para a floresta em Portugal?

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ONTEM FOI ASSIM.
EM OEIRAS, O PPM ABRIU O DEBATE.

"O impacto da proposta de alteração do regime de arborização e rearborização com recurso a espécies florestais no território continental"

Oradores convidados:
Professora Doutora Helena Oliveira Freitas
Arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles

Moderador:
Dr. Júlio Reis Silva

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

CONFERÊNCIA/DEBATE: QUE FUTURO PARA A FLORESTA EM PORTUGAL?

"O impacto da proposta de alteração do regime de arborização e rearborização com recurso a espécies florestais no território continental"

7 de Setembro no Salão Nobre da Junta de Freguesia de Paço de Arcos

Oradores convidados:
Professora Doutora Helena Oliveira Freitas
Arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles

Moderador:
Dr. Júlio Reis Silva

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Contra a liberalização das plantações de eucalipto

Foi recentemente avançada uma proposta da alteração da legislação sobre Arborização e Rearborização, a qual abre a porta à liberalização das plantações de eucalipto em Portugal. Sabendo que o eucalipto é uma espécie invasora que aloja uma baixa biodiversidade e potencia os fogos, factor crítico em Portugal, pedimos que considerem esta alteração e que evoluam no sentido de proteger o nosso património natural ao investir na plantação de espécies nativas portuguesas, as quais reduzem os fogos e potenciam a biodiversidade.
“A monocultura do eucalipto provoca a destruição da biodiversidade através da inibição do crescimento de plantas vizinhas. As folhas de eucalipto contém também óleos essenciais voláteis e compostos químicos os quais actuam como pesticidas e afastam a diversidade animal. O eucalipto está classificado como exótica invasora, sendo a sua erradicação difícil. Contém um longo sistema radicular, uma sede desmedida e a uma taxa de crescimento elevada, desertificando solos. Igualmente, o eucalipto depende do fogo para a germinação da sua semente, potenciando os fogos florestais. Uma alternativa ao eucalipto mais sustentável é a criação de florestas de espécies nativas portuguesas como o carvalho e o castanheiro, as quais providenciariam uma maior variedade de produtos bem como uma produção de madeira mais rentável. Igualmente, estas espécies contribuiriam para a preservação do património natural, reduziriam os fogos e potenciariam uma maior diversidade de espécies da flora e fauna portuguesas.”

Para mais informações, consultem o pdf da proposta de alteração AQUI

Criado por: Ana Filipa P.
A ser entregue para: Daniel Campelo, Secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Os senhores da floresta

Retomando o tema do Projecto da ex-Autoridade Florestal Nacional (AFN) referente à reflorestação, envio um artigo de grande interesse da autoria da Professora Doutora Helena Freitas, da Universidade de Coimbra, publicado no Jornal "Diário de Coimbra" no pretérito dia 31 de Julho.
Repare-se que o discurso vertido no artigo supra citado aponta para o perigo que esta proposta da ex-AFN (hoje, ICNF) representa para o ordenamento florestal nacional e para os solos (a que se acrescenta o despovoamento do interior do País)..
É mais um contributo, deveras importante, vindo da comunidade científica.
Júlio Reis Silva
P.S. - Após o artigo, segue uma breve nota curricular da sua autora.

Os senhores da floresta
Vem este texto a propósito da nova proposta de alteração do regime que regulamenta as acções de arborização e rearborização com espécies florestais, documento que a Autoridade Florestal Nacional preparou e colocou recentemente em apreciação pública. Qualquer cidadão atento aos problemas do território, em especial ao despovoamento do interior e às actividades que ajudam a ...
contrariar esta tendência, como sejam a floresta diversa e a agricultura, não pode deixar de se indignar com esta proposta. Na minha opinião, trata-se de uma iniciativa legislativa que ameaça a sustentabilidade do território nacional, castigando em particular o desenvolvimento das regiões norte e centro, pelo que deve ser abortada ou reprovada por quem ainda o pode fazer.
A proposta é extemporânea e insensata, correspondendo a uma clara e indecorosa intenção de beneficiar uma das fileiras associadas à floresta portuguesa. Nesta análise, limito-me a identificar dois aspectos críticos essenciais no documento: 1. a abertura que a legislação introduz para arborizar com espécies florestais de qualquer tipo (deixando de haver distinção entre as chamadas espécies de crescimento rápido e as outras) em parcelas com área inferior a 5 ha, isto é, não será necessária licença prévia, nem sequer em áreas de regadio; 2. abre a possibilidade de rearborizar alterando a composição das espécies florestais em áreas com dimensão superior a 10 ha, uma vez que admite o deferimento tácito se os serviços não responderem no prazo de um mês (não sei se alguém acredita seriamente na bondade desta disposição). Ou seja, estamos a proscrever a interdição para alterar a composição em áreas afectadas pelos incêndios, condição que tem contido a ocorrência de embustes.
Não é segredo para ninguém que a floresta portuguesa é dominada por 3 espécies - o eucalipto (1º), o pinheiro (2º) e o sobreiro (3º) – e à volta destas espécies, foram-se desenvolvendo as principais actividades económicas associadas à floresta em Portugal. A região centro do país habituou-se ao eucalipto e ao pinheiro, sendo que, este último, é para muitas pessoas a espécie que as populações acarinham e reconhecem como símbolo da sua paisagem e da sua região. O eucalipto, é sobretudo uma opção para aqueles que gerem a propriedade – directamente ou por interposta entidade - com o propósito de garantir uma receita legítima. Embora não esconda que preferia ver o território nacional florestado com espécies nativas, cuja biologia melhor se inscreve numa relação equilibrada com outras espécies e com as condições ecológicas dos nossos ecossistemas, reconheço a importância económica da fileira do eucalipto, que ainda representa uma matéria-prima relevante para a economia nacional. Todavia, tal não significa que se tenha que aumentar a área útil destinada à implantação desta espécie! A que existe chega bem, bastando optimizar a gestão e a produtividade das respectivas plantações.
A expansão do eucalipto na região centro far-se-á necessariamente à custa de áreas de pinhal e áreas abandonadas com aptidão agrícola. Numa altura em que a fileira do pinheiro – mais desorganizada e mais diversa nas ofertas do mercado – está seriamente fragilizada pelo impacto da doença do nemátode, fica o caminho ainda mais facilitado. É conhecida a crescente valorização comercial do pinheiro nos mercados externos, pelo que a competição entre estas duas fileiras é agora mais evidente. Não pretendo aduzir argumentos à contenda, mas não tenho dúvidas que se a região centro aumentar a área de eucalipto em prejuízo do pinheiro, favorecerá a tendência para o despovoamento do interior, e terá que se preparar para a perda de outras actividades associadas ao território que não são compatíveis com a presença do eucalipto. A proposta que se pretende aprovar, vem somar fragmentos contínuos ao grande eucaliptal que já temos; é um absurdo que urge denunciar e contestar.
Helena Freitas, Diário de Coimbra (30 de Julho de 2012)

Prof. Doutora Helena Maria de Oliveira Freitas
Informação curricular:

Helena Freitas doutorou-se em Ecologia pela Universidade de Coimbra em 1993 e realizou um pós-doutoramento na Universidade de Stanford, EUA, em 1994/95. É actualmente Professora Catedrática do Departamento de Ciências da Vida (DCV) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, cujo Conselho Científico integra, e Directora do Jardim Botânico. Foi membro do Conselho Geral da Universidade de Coimbra. 
Foi Presidente da Liga para a Protecção da Natureza entre 1999 e 2002 e primeira Provedora do Ambiente e Qualidade de Vida de Coimbra (2002-2005). É actualmente Presidente da Sociedade Portuguesa de Ecologia e Vice-Presidente da Federação Europeia de Ecologia. É Coordenadora do Centro de Ecologia Funcional, uma unidade de investigação interdisciplinar no âmbito das Ciências Biológicas, centrando as suas áreas de interesse no estudo do funcionamento dos ecossistemas mediterrânicos, biodiversidade, interacções bióticas, ambiente e conservação da natureza.

terça-feira, 24 de julho de 2012

O neoliberalismo no ordenamento florestal nacional

Foi recentemente apresentado pela ex-AFN (Autoridade Florestal Nacional), actual Instituto da Conservação da Natureza e Florestas (ICNF), um projecto que poderá ter algumas consequências graves em sede de ordenamento florestal nacional.
O perigo imediato é a "liberalização" do plantio de eucaliptos, com o que de negativo está associado a essa espécie (esgotamento de solos, empobrecimento da diversidade florestal, facilitador de incêndios - ao contrário dos carvalhos, sobreiros e outras espécies de crescimento lento).
De acordo com a entrevista dada pelo Secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural, Eng. Daniel Campelo, publicada no Jornal Expresso deste fim-de-semana, o referido projecto vai estar proximamente em discussão pública.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

O regresso dos coalas

O governo prepara-se para fazer chegar o neo-liberalismo ao ordenamento florestal nacional. A recente proposta de alteração legislativa para ações de arborização e rearborização, abre o caminho à ocupação dos espaços florestais nacionais pelas monoculturas de eucaliptos, num retrocesso nítido no caminho de conquistas civilizacionais feitas pela luta de homens como Gonçalo Ribeiro Teles. Decretos de 1988 e 1989 condicionaram a plantação das espécies de crescimento rápido em áreas superiores a 50 há e na reflorestação de zonas de incêndio. Foi um travão para o fogo-posto na floresta tradicional com intuitos de mudança de uso e do lucro fácil. As monoculturas de eucaliptos, choupos ou acácias, degradam os solos, reduzem a biodiversidade e aumentam o risco de incêndio. Aliás é já de 1937 uma lei que proíbe a plantação destas espécies a menos de 20 metros de terrenos cultivados ou de 30 metros de nascentes ou regadio. Parecia pois do mais elementar bom-senso o condicionamento destas culturas extensivas ao parecer positivo das autoridades florestais e de conservação da natureza. Optar como agora se propõe, pelo deferimento tácito quando não se obtém uma resposta em 30 dias, ainda por cima numa altura em que se esvaziam de meios os organismos do estado a quem compete dar o parecer, é deixar uma porta aberta à destruição da floresta nacional pela eucaliptação, e fazer tábua-rasa do mais elementar princípio da precaução. Aliás, e tal como acontece na lei da reforma administrativa, os princípios de conservação da biodiversidade e de proteção dos solos que se enunciam no preâmbulo, não têm qualquer correspondência no articulado da lei. Este governo começa a revelar em muitas áreas uma espécie de bipolaridade legislativa. 
O país volta a ficar à mercê dos interesses das celuloses e tudo isto se discute, de uma forma quase pornográfica, em plena época de incêndios. Segue-se o esvaziamento da Lei da Reserva Ecológica Nacional, uma vez mais em nome da desburocratização.

domingo, 24 de junho de 2012

Rio+20: Menina pede coragem de governantes para "fazer o certo"

Estudante neozelandesa de 17 anos discursou antes dos chefes de Estado e cobrou ações urgentes para salvar o planeta.
Antes dos discursos dos chefes de Estado e Governo na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, Rio+20, a estudante da Nova Zelândia Brittney Trilford, de 17 anos, chamou a atenção das autoridades estrangeiras para a segurança do planeta e o desenvolvimento sustentável. Num discurso breve, de pouco menos de dez minutos, Trilford, considerada a Severn Suzuki da Rio+20 apelou aos líderes políticos para que sejam corajosos e ousados.
"De forma corajosa e ousada, façam o que é certo. Estou aqui hoje para lutar pelo meu futuro. Quero pedir que considerem porque estão aqui. O relógio está correndo", disse a estudante, na abertura da reunião plenária da conferência. Em seguida, ela perguntou: "Estão aqui para fazer bonito ou para nos salvar?"
Na Rio92, há 20 anos, a estudante canadense Severn Suzuki, de 12 anos, também fez um discurso firme e em tom de cobrança para as autoridades. “Todas essas coisas acontecem bem diante dos nossos olhos e, mesmo assim, continuamos agindo como se tivéssemos todo o tempo do mundo e todas as soluções”, disse ela, à época.
Desta vez, Brittney Trilford advertiu que as autoridades têm 72 horas para decidir o futuro da humanidade – referindo-se à cúpula dos chefes de Estado e Governo que vai de hoje à sexta-feira (22). "Acertei o meu relógio e o tempo está passando: tic, tac, tic, tac", disse.

A menina que calou o mundo - Eco 92

quarta-feira, 7 de março de 2012

Advogado de Braga pede ao IGESPAR que embargue obras Campo das Hortas - Em causa está o fim de mais um espaço verde, a favor do betão

Um advogado de Braga enviou uma carta ao Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR), em Lisboa, visando travar as obras no Campo das Hortas. Em causa está a “derrota” de mais um espaço verde, em favor de betão.
Em declarações ao Diário do Minho, José Luís Fontela, advogado comunitário do “Centro Internacional de Estudos Lusófonos e Humanísticos das Irmandades da Fala da Galiza e Portugal”, mostra-se indignado com mais uma obra que descaracteriza» um espaço emblemático. «Enviamos uma carta ao IGESPAR a pedir embargo das obras. Braga não pode continuar a ser só betão e paralelepípedo. O Campo das Hortas vai ficar um desastre, se o projeto avançar. Por isso, fizemos-lo para ver se ainda é possível mudar. Não seria difícil», garante.
A missiva foi enviada ontem e deve chegar hoje a Lisboa. A esperança de José Luís Fontela é que exemplos como o Campo de Vinha, consensualmente aceite como mal feita, possa sensibilizar o IGESPAR.
Recorde-se que a área está dentro da Zona de Protecção dos Biscainhos, bem como do Arco da Porta Nova, espaços patrimonialmente protegidos. O Campo das Hortas também não está longe das Carvalheiras, onde foram localizadas importantes ruínas romanas.
José Luís Fontela recorda que, em tempos, conseguiu parar obras na Porta Nova.
No entanto, apesar de defender o património, esta não é a razão imediata das queixas, mas sim o descaracterizar do espaço. «Porque insistem em acabar com espaços de relva e terra, onde a água pode escoar normalmente?» pergunta, acrescentando: «é só betão e paralelos. Quando vier chuva forte, com paralelos, formas e enxurrada. Com relva e terra não acontece. Logo, temos que ter inundações».
Por isso, a sugestão é que, em vez de paralelos e betão, deixem ficar jardim, com terra, relva e flores. Por outro lado, cuidar bem dos acessos, para não se transformarem em armadilhas para as pessoas com mobilidade reduzida, nomeadamente os idosos.

Campo da Vinha
Este homem de causas humanitárias, linguísticas e etnográficas lembrou que idosos caem no Campo da Vinha por causa das pedras e dos acessos. «Não há cuidado nenhum nas escadas. Fazem uns degraus maiores que outros. E ninguém faz nada», disse, dando o exemplo das escadas dos Correios.
Voltando aos espaços verdes, o advogado quer, com esta ação, prevenir o mesmo tipo de intervenção em outras pracetas, onde ainda se pode estar, brincar e passear.
O causídico entende que, com o actual presidente da Câmara de Braga já não há nada fazer. Mas defende que o próximo autarca de Braga deveria comprometer-se a deixar determinado número de espaços verdes por cada quantidade de prédios. «Estamos nisto há mais de 30 anos. Faz-se tudo e ninguém reclama. Braga é a terceira cidade do país. Mas neste aspecto está a ficar muito mal», disse.
José Fontela não esconde que gostaria de voltar a ver árvores, de folhas permanentes, no Campo da Vinha.
O Diário do Minho procurou uma reacção da Câmara de Braga, mas ninguém se mostrou disponível para comentar a possibilidade de a obra ser embargada.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

BRAGA: SALVEMOS AS SETE FONTES!

Na cidade de Braga, um Movimento de Cidadãos promoveu uma petição que há dois anos apresentou na Assembleia da República com vista à salvaguarda do Complexo Hidráulico das Sete Fontes. Os bracarenses temem que o seu abandono e o avanço de construções em seu redor coloquem em risco a preservação de um equipamento que desde 2003 encontra-se classificado como monumento nacional.
Marcha
Manifestação de bracarenses exigindo a preservação do monumento.
As origens do sistema hidráulico de abastecimento de água conhecido por “Sete Fontes” remontam ao tempo do Império Romano e da cidade de Bracara Augusta. Localizado na Freguesia de S. Vítor, trata-se de uma complexa rede de condutas e galerias subterrâneas em pedra que outrora abastecia a cidade à semelhança do Aqueduto das Águas Livres, em Lisboa. De resto, o atual sistema foi mandado construir em pleno século XVIII, por arcebispo D. José de Bragança, irmão do rei D. João V.
Ao longo dos anos, algumas das estruturas deste grandioso equipamento têm sido danificadas, vandalizadas e até liminarmente destruídas como sucedeu com a mãe-de-água da rua do Arial para dar lugar à construção de blocos habitacionais ou ainda no Largo de São Francisco onde atualmente se situa um edifício de escritórios.
Este movimento cívico de bracarenses que apenas desejam que seja preservado o património histórico e monumental da sua cidade não baixa os braços e, através da Internet, no endereço http://salvemosassetefontes.blogspot.com/, mantém os cidadãos e os poderes públicos informados e sensibilizados para uma causa que, afinal, é de todos nós!
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A imagem mostra duas mães-de-água com marcas de vandalismo
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Fonte Gémea do Dr. Alvim
Mina do Dr. Sampaio

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

A menina que calou o mundo por 6 Minutos !

Todos os dias aprendemos... incluindo o que as crianças nos ensinam...
Passem e pensem naquilo que estas crianças nos dizem.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Prendas de Natal. Para me darem, ou aos outros

Já aqui tinha dito que o Miguel Esteves Cardoso em 1987 tinha razão sobre o que dizia da Europa - ontem ele próprio o veio afirmar, na sua habitual coluna no Público. Também ontem, o Diogo Freitas do Amaral, na SIC, referiu-se ao PPM da altura de Ribeiro Telles como "o pequeno partido que tinha sempre razão sobre as coisas e que não tendo votos, mesmo assim, conseguia convencer os outros partidos". Na verdade, o PPM conseguiu ser pioneiro de todas as verdades consensuais que hoje existem na política portuguesa relativamente à ecologia, à organização das cidades e à importância da agricultura. Ficou a razão, muita, e o proveito, pouco.

Na sessão de homenagem a Ribeiro Telles, em que Freitas do Amaral proferiu estas palavras, outro dos oradores foi Miguel Sousa Tavares. A determinada altura, prendeu-me a atenção com uma frase: "todos estamos a agradecer ao Gonçalo, mas todos nós, portugueses, devemos-lhe é um pedido de desculpas". A tónica manteve-se, Ribeiro Telles, e por consequência o seu PPM, tiveram quase sempre razão antes do tempo.

Nota-se agora que não foi só nas questões ambientais que o PPM teve razão. Realmente, quando o MEC foi candidato ao Parlamento Europeu, por duas vezes, também a visão de uma Europa que nos ia levar ao fim quase total da nossa soberania se revelou como um certeiro presságio. Hoje aqui estamos, com os olhos postos num eixo Franco-Alemão que nos garante quase tudo, menos a nossa existência enquanto estado, país e cultura independente.

Este livro, que aconselho vivamente para o Natal, é um conjunto de crónicas do MEC no "O Independente", as quais ele apelidou de "As minhas aventuras na república portuguesa". Aqui narram-se as duas candidaturas ao Parlamento Europeu e as duas respectivas derrotas tangenciais, fala-se também de amores, amizades, vícios e de uma unidade europeia que era vista com desconfiança. Merece ser lido e relido.

Hoje, como há umas décadas, faz-nos falta um "PPM" com aquela craveira intelectual e aquele pensamento à frente do seu tempo - certamente que daria um excelente contributo a esta AD que nos governa, na minha opinião bem, pelo menos dentro do possível nesta conjectura.

Fonte: Forte Apache

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Quando um homem cria paraísos devemos chamar-lhe "jardineiro de Deus"

Gulbenkian e Centro Nacional de Cultura celebraram o paisagista Gonçalo Ribeiro Telles. Colegas do ensino e da política, alunos e amigos quiseram honrar o mestre e, sobretudo, o homem.

Gonçalo Ribeiro Telles falou no fim, como compete ao homenageado. Com o auditório 2 da Gulbenkian cheio, com muitas pessoas de pé, o arquitecto paisagista a quem muitos chamam "mestre" admitiu o desconforto: "Nunca estive tão envergonhado para falar." Deram-lhe a palavra depois de um dia de testemunhos de alunos, discípulos, amigos e companheiros de vida política, uns monárquicos, como ele, outros não.

"Conhecemo-nos no combate à ditadura e é curioso que, sendo ele um monárquico e eu um republicano dos sete costados, a nossa empatia tenha sido imediata", lembrou Mário Soares já na recta final do encontro Gonçalo Ribeiro Telles - Um Homem de Serviço, que a Gulbenkian e o Centro Nacional de Cultura (CNC) organizaram ontem em Lisboa.

Pensador e político com um sentido cívico inultrapassável, defensor da liberdade e do direito à originalidade de ideias, disseram muitos dos oradores, Ribeiro Telles é, sobretudo, "uma pessoa extraordinária", sublinhou Soares: "Quando se fala do Gonçalo, há o problema dos afectos. Admiramo-lo pela sua verticalidade, pela sua obra, pela sua coragem, mas, mais do que isso, temos-lhe um afecto enorme pela pessoa que ele é".

Aos 89 anos, o político que foi membro da Aliança Democrática (AD), governante e deputado, fundador do Partido Popular Monárquico (PPM) e do Movimento Partido da Terra, ou o arquitecto paisagista a quem devemos as reservas agrícola e ecológica nacionais, os jardins da Gulbenkian (com António Viana Barreto) e o Amália Rodrigues, sente que tem ainda uma palavra a dizer. "Quero ser útil ao momento presente", dissera ao PÚBLICO antes da intervenção final.

E ser útil hoje é falar do despovoamento do mundo rural, da morte lenta das cidades, da "paisagem que é ainda um problema", porque os políticos, desinformados, continuam a dizer que querem defender os ecossistemas e a achar, ao mesmo tempo, que um eucaliptal é uma floresta: "Eles não sabem que nos eucaliptais não cantam os passarinhos e na floresta sim." O que é que lhes falta para saber olhar para o território? "Andar a pé, conhecer o país inteiro, as pessoas", responde este homem para quem "é mais fácil deixar marcas na paisagem do que nas pessoas".

Saber falar com as pessoas é uma das qualidades deste paisagista afável e atento, garantiu o comentador político Luís Coimbra. E, para o provar, contou uma história dos tempos da AD. Andavam na estrada em campanha eleitoral quando Ribeiro Telles desapareceu. Como todos estavam já à espera para entrar nos carros, Coimbra decidiu ir procurá-lo.


Mais bosques e mais hortas

"Chovia muito e eu fui dar com ele à porta de uma vacaria, a explicar aos agricultores que era melhor deixar os animais à solta no pasto do que alimentá-los com rações", lembrou Coimbra, com quem o arquitecto paisagista se cruzou pela primeira vez em meados dos anos 60. Para ele, Ribeiro Telles é um "político falhado" a quem reconhece "convicções firmes" e uma liberdade de pensamento inegociável. Porquê um político falhado? Coimbra esclarece: porque, apesar de ter razão, "as suas ideias para um desenvolvimento sustentado de Portugal ficaram para trás", por falta de inteligência de governos e governantes.

É precisamente a inteligência que falta a muitos que António Barreto, Guilherme d"Oliveira Martins e Eduardo Lourenço elogiaram neste homem de família, professor e cidadão que tem formado gerações através do exemplo e defendendo sempre "o ambiente como uma causa total", disse Augusto Ferreira do Amaral, dirigente do PPM.

Avesso aos jogos partidários, o paisagista tem sido essencialmente, segundo Freitas do Amaral, "um homem bom", que encarou a política como acto de cidadania e "a ecologia como a causa de uma democracia reformista". Se Portugal cumprisse a "excelente legislação" que Ribeiro Telles ajudou a fazer, defendeu o professor de Direito, "sem violações e sem excepções superiores à regra, seria incomparavelmente melhor".

Teria, certamente, mais "lugares de paz e sossego, mais bosques e hortas", garantiu o sociólogo António Barreto, que foi seu colega de Governo, numa comunicação intensa, em que não se cansou de falar da independência de Ribeiro Telles e da sua paixão pela cidade. "Homem generoso e doce, mas firme", disse-o várias vezes Barreto, vê em cada espaço verde desperdiçado e em cada ribeira destruída uma derrota.

Voz activa na sociedade portuguesa há mais de 50 anos, Ribeiro Telles foi muitas vezes ignorado, acrescentou o sociólogo, mas o tempo deu-lhe razão. E teve um raro privilégio, concluiu Barreto: "Realizou um dos grandes sonhos dos homens cultos - fez jardins."
Jardins que são tentativas de paraíso, lembrou Eduardo Lourenço, defendendo que o paisagista é um "poeta da relação com a Terra", um "utopista novo": "Gonçalo Ribeiro Telles é uma mistura do ecologista-mor que foi Francisco de Assis com o botanista maravilhoso e romancista fantástico que foi Jean-Jacques Rousseau."

Para que não restassem dúvidas, o ensaísta fez questão de explorar este paraíso que o arquitecto foi trabalhando e falou da paisagem como se ela fosse a cara humana que a natureza nos reenvia. "Sempre tentámos criar com as nossas próprias mãos o paraíso", insistiu o ensaísta. Ribeiro Telles tentou tanto e tão bem que merece um título especial - Lourenço chamou-lhe "o jardineiro de Deus".

Por Lucinda Canelas in Público

Homenagem a Gonçalo Ribeiro Telles

Homenagem a Gonçalo Ribeiro Telles

O arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles foi homenageado na Fundação Calouste Gulbenkian.

Amigos e colegas juntaram-se para elogiar um homem que descrevem como persistente, vertical e que teve razão antes do tempo.

S.A.R., o Senhor Dom Duarte de Bragança não faltou à homenagem a este enorme cidadão que dedicou grande parte da sua vida a causa pública.

Prestamos homenagem por estas novas vias, tão modernas como os actos e medidas que ele à época praticava e tomava, ao nosso amigo Gonçalo, daqui da cidades dos arcebispos.

MB

"É preciso instalar as pessoas com dignidade, é preciso dar vida às aldeias vazias"

"É necessária a recuperação do mundo rural e da sua dignidade e a sua modernidade. Mas não é o que se está a fazer: está-se a fazer uma exploração da terra sem o mundo rural, sem a ocupação do território, apenas com a exploração do solo. Isso é grave", alertou o arquiteto paisagista e agrónomo.

"É preciso instalar as pessoas com dignidade, é preciso dar vida às aldeias vazias"

Gonçalo Ribeiro Telles, de 89 anos, homenageado em Lisboa enquanto "Homem, Político, Professor, Visionário".

Em entrevista ao SAPO, o arquiteto paisagista que já foi secretário de Estado do Ambiente de vários Governos provisórios, ministro da Qualidade de Vida e deputado, defendeu que é necessária uma nova mentalidade para o planeamento do território: "É preciso instalar as pessoas com dignidade, é preciso dar vida às aldeias vazias".

“Temos as aldeias com senhores envelhecidos, não está lá ninguém. É preciso muita coisa principalmente uma nova mentalidade para o planeamento do território”, afirmou.

Gonçalo Ribeiro Telles considera que são muito poucos os governantes que conhecem bem o país, especialmente o mundo rural. “Há uma ignorância total do que é um território, que tem de ter uma certa população a viver com dignidade”, explicou.

Para o arquiteto “é preciso tirar o maior partido possível das áreas que têm possibilidade de criar alimento. Há instrumentos para o fazer mas não são traduzidos nos planos diretores municipais. Muitas vezes são considerados como obstáculos ao desenvolvimento e ao progresso, o que é uma coisa espantosa”.

A cerimónia de homenagem a Gonçalo Ribeiro Telles decorre na Fundação Calouste Gulbenkian e, entre outros, vão marcar presença Duarte de Bragança, Diogo Freitas do Amaral, Miguel Sousa Tavares, Pedro Roseta, Maria Calado, Alberto Vaz da Silva, António Barreto, Eduardo Lourenço e Mário Soares.

Fonte: Sapo notícias

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Ribeiro Telles planeia continuar luta pela "autenticidade"

O arquiteto paisagista e agrónomo é homenageado hoje na Fundação Calouste Gulbenkian. Ribeiro Telles afirma que vai continuar a "lutar por uma autenticidade do nosso território".


O arquiteto Gonçalo Ribeiro Telles disse hoje, em dia de homenagem pública, em Lisboa, que continuará a fazer o mesmo de sempre: "lutar por uma autenticidade" do território português.

"[No futuro] estou a pensar em fazer exatamente o mesmo: a lutar por uma autenticidade do nosso território. [Lutar] contra politicas que destroem a relação com as gentes, com a qualidade de vida e com a própria História", afirmou Ribeiro Telles aos jornalistas.

Durante o dia de hoje, o arquiteto paisagista e agrónomo é homenageado na Fundação Calouste Gulbenkian e já explicou que as pessoas são quem são também por causa da envolvência que tiveram.


Contra o caminho tecnocrático

"Somos nós próprios, mas também a circunstância que encontrámos e eu encontrei muitas vezes a circunstância ótima", afirmou.

Referindo o muito que foi feito, mas também o que falta fazer, até ao nível do conhecimento, Gonçalo Ribeiro Telles afirmou que "talvez" tenha contribuído para lançar um programa.

O arquiteto continua a chamar a si a luta pela "autenticidade" contra um caminho "popularmente" chamado de "tecnocrático ou que dá dinheiro em pouco tempo e serve para muita gente enriquecer e empobrecer muita outra".

Durante a manhã, várias personalidades falaram do arquiteto como "Homem e Político".

O sociólogo António Barreto usou como definição um "homem simples e generoso, suave e doce, apesar de firme".


"Mais político que os políticos profissionais"

Um homem que se "passeia pelos salões dos poderosos, come pastéis de bacalhau na leitaria da esquina, frequenta seminários académicos, bebe um refresco em locais imagináveis e trata por tu grandes e pequenos".

Além de ser "mais político que os políticos profissionais. Obrigado Gonçalo", concluiu Barreto. Por seu lado, o presidente da Fundação, Rui Vilar, lembrou a ligação do arquiteto ao local e considerou-o um "homem de princípios", enquanto o presidente do Centro Nacional de Cultura, Guilherme d' Oliveira Martins, enumerou a "sabedoria, coerência e visão" e provou a sua teoria lendo um texto de Ribeiro Telles de 1956.

O filósofo e ensaísta Eduardo Lourenço elogiou a ação de Ribeiro Telles de "escutar a terra e o planeta", caracterizando-o como um "misto de santo de Assis e Jean Jacques Rosseau e jardineiro de Deus".

O político Augusto Ferreira do Amaral preferiu referir o "perfeito cavalheiro" e a "personalidade de esquerda, sem ser folclórico e jacobino", ao mesmo tempo que tem personalidade "conservadora" porque o seu critério principal "é a pessoa humana".


Mostrar o poder das ideias

Também no painel Ribeiro Telles como político, Luís Coimbra recordou o partido monárquico, a participação em governos e na Aliança Democrática, assim como o episódio em que o arquiteto atrasou uma campanha eleitoral por estar a aconselhar os agricultores a soltarem as vacas enquanto chovia.

Diogo Freitas do Amaral garantiu que o mais impressionante para si é Ribeiro Telles ser um "homem de bem", "mostrar o poder das ideias".

Da época em que estiveram na AD (1979-83), Freitas do Amaral confessou hoje, pela primeira vez, ter servido de inspiração para fundar a primeira cadeira de Direito do Ambiente numa faculdade.

Fonte: Expresso