Ex.mo Senhor Presidente da Mesa do Congresso do PPM.
Obrigado e bem haja
“O P.P.M entrou no Século XXI como um partido sem quadros, parco nas ideias e pobre nas suas divulgações. Podemos dizer com toda a certeza que o partido não percebeu o sentido do ridículo que colocava nas suas afirmações e nas guerras que colocou a outras forças Monárquicas tão legítimas como o nosso partido. Em nada contribuiu para que se mudasse a forma de actuação da política portuguesa e a valorização da figura Real no nosso panorama político”.
(…)
“Neste momento e por mais que seja custoso ouvir estas palavras, todos os portugueses sabem que a República Portuguesa é uma Republica falida, caloteira e não age de boa fé.
Esta República habituou-se a viver acima das possibilidades com um endividamento brutal e necessário para alimentar uma máquina estatal pesada, com investimentos ruinosos como são exemplo os Estádios de Futebol, o TGV, o novo Aeroporto, as novas Escolas luxuosas, entre outros…
A República Portuguesa faz lembrar uma qualquer família endividada, que se comporta com uma fuga para a frente pedindo empréstimos atrás de empréstimos para satisfazer os seus vícios.
Esta República habituou-se, em tempo de eleições, a prometer a pílula dourada, salvadora de todos os problemas como se os problemas estruturais que assolam a Nação se pudessem resolver da noite para o dia com um simples estalar de dedos.
Esta república habituou-se a transmitir uma sensação de impunidade geral em que tudo é permitido. É responsável por uma Justiça lenta, com leis e penas desajustadas e em que as prescrições se tornaram um habitué.
Esta Republica habituou-se a criar cargos de chefia para os elementos partidários sem capacidades de liderança e apenas preocupados em fazer o seu pé-de-meia.
Esta República habituou-se também a transferir alguns elementos influentes nos partidos para cargos de chefia de empresas privadas para que trafiquem a sua influência em troca de uns “dinheirinhos” para as campanhas eleitorais cada vez mais caras.
Por esses motivos, o PPM deverá ser diferente. Deve ser um partido que fale a verdade aos portugueses, que não se preocupe com os dividendos a curto prazo, que acredite que com tempo e com muito trabalho conseguirá ser eficaz na acção política”.
(…)
“Não nos podemos esquecer que foi este partido que trouxe, nos inícios dos anos 80, temas importantes para a discussão pública ao nível do ambiente, do urbanismo, da qualidade de vida e da agricultura.
Foi este partido que tentou demonstrar e alertar, nos finais dos anos 80 e princípios dos anos 90, para os perigos da união europeia e das políticas que atentam contra a produção agrícola nacional.
Nessa época, o PPM andava cerca de 20 anos à frente no pensamento político e foi essa a mais valia que o P.P.M. perdeu na década de 90 em diante e que é preciso retomar”.
Escrever sobre desigualdades de sexo não é nada de novo, tanto as desigualdades como os seus pressupostos existiram sempre ao longo da história dos povos. O que se pretende neste documento é contribuir para uma melhor compreensão da desigualdade da mulher no mundo rural hoje, mas sem cair no facilitismo redutor das explicações feministas de anular o entendimento do restante sistema social envolvente, como é a actual pobreza e exclusão que estas mulheres rurais se vêem condenadas.
Os sinais de pobreza em Portugal estão muito associados ao mundo rural, onde existe uma privação de indicadores mínimos de conforto, onde os rendimentos são insuficientes em virtude da população rural possuir muito baixos níveis de qualificação profissional e onde são visíveis outros fenómenos de exclusão social associados aos movimentos migratórios da população rural, ao envelhecimento da mesma, às difíceis condições de concorrência do mercado cada vez mais competitivo e subjugado à disciplina comunitária, aos efeitos nefastos da politica de subsídios ao sector, à redução da produção num país, que vive à mercê de alimentos alheios, ao consumo desenfreado de recursos naturais para crescimento urbano e à concentração urbana e suburbana, onde tem crescido novos grupos de risco de pobreza e exclusão social.
Quando se fala em agricultura, facilmente afiguramos uma mulher com um semblante enrijecido pelo tempo, uma enxada gasta e apurada na mão e uma criança polvilhada de terra e queimada pelo sol.
A actualidade mostra-nos que esta imagem não está longe do que era há 50 anos atrás, onde uma forte persistência de uma economia camponesa, baseada na família, na pequena propriedade, nas técnicas rudimentares e sujeita a flutuações agravadas pelos maus anos agrícolas e pela elevada tendência de crescimento da taxa de natalidade, onde a emigração constituía um fenómeno social de compensação a uma economia deficitária e onde o principal destino dos movimentos migratórios era a Europa, resultaram na partida dos homens e na permanência das mulheres.
Este processo de “feminização” da agricultura iniciou-se na década de 80, onde a actividade agrícola assumia um cariz secundário, marginal e até desprestigiante. A mulher substituía a mão-de-obra masculina, desviada para outros sectores de actividade, através de uma sobrecarga de trabalho, dado que era a ela, que ficavam entregues o trabalho dos campos e os animais, para além do trabalho doméstico, dos filhos e muitas vezes dos familiares mais idosos.
São estas mulheres que por questões de ordem social e económica, viram na agricultura uma forma de enfrentar despesas, afastando-se por isto, da escola e do ensino e colocando de lado sonhos e ambições. Tendo sido esta fragilidade educativa e a ausência de infra-estruturas sociais e económicas - saneamento básico, creches, escolas, transporte públicos, centros de saúde, apoios sociais e técnicos -, na maioria dos casos, um factor imediato para o débil desenvolvimento da actividade agrícola enquanto negócio e para muitas das situações de pobreza e exclusão social da mulher agrícola.
A entrada de Portugal na Comunidade Europeia e a consequente abertura das fronteiras à livre circulação de pessoas, mercadorias e bens, a instituição da PAC (Política Agrícola Comum), a desertificação das aldeias do interior do país, resultado da emigração para outros países e o êxodo para as grandes cidades à procura de melhores condições de vida, o envelhecimento da população agrícola, activou o esgotamento do modelo de agricultura familiar tendo este deixado de ser, por si só, um meio de subsistência para muitas famílias portuguesas.
Neste quadro, novos desafios se impõem, estando o Partido Popular Monárquico (PPM) porventura disponível para trabalhar e incentivar a melhoria da qualidade de vida do meio rural, que está vivo e é maioritariamente feminino e contribuir naturalmente para o desenvolvimento da agricultura, no modelo de produção familiar “a única agricultura que mata a fome”, evita o êxodo rural[1] e pobreza humana.
Mas para que esta revitalização do mundo agrícola aconteça através da encorajamento à produção agrícola familiar, onde a mão-de-obra é indiscutivelmente feminina, será necessário convencer, os poderes dominantes e a sociedade em geral, de que a pequena agricultura de molde familiar, detém e continuará a deter uma parcela maioritária dos recursos produtivos, além de ocupar a maior parte dos recursos produtivos regionais, tendo também capacidade inovadora no plano tecnológico, ecologicamente adaptado às condições concretas do meio em que se encontra instalada, sendo por isso, económica e socialmente viável.
Assim, propomos a este Congresso Nacional do Partido Popular Monárquico (PPM), também ele recolocado a novos desafios de economia da aprendizagem, a tomar medidas concretas sobre a capacitação da mulher rural, e sobre o modelo de agricultura familiar, registando-se nesse sentido algumas sugestões:
Em termos conclusivos, gostaríamos, ainda, de afirmar a convicção de estarmos na presença de um novo paradigma de ruralidade, assente numa agricultura de produção RAN (Reserva Agrícola Nacional) e numa agricultura de conservação REN (Reserva Ecológica Nacional), combinadas com uma problemática educacional e do “regresso à terra” ou à agricultura familiar, como alternativa aos caos social e económico da sociedade imperante e à produção de bens e serviços que garantam o desenvolvimento e sustentabilidade humana.Para finalizar desafiaríamos este Congresso, com as seguintes questões:
Para finalizar desafiaríamos este Congresso, com as seguintes questões:
Estarão as políticas públicas agrícolas e o nosso sistema educativo a funcionar em condições de nos preparar para prosseguirmos este caminho?
Se, sim:
Como assegurar a viabilidade económica e a sustentabilidade agrícola e ecológica?
Como conciliar os elevados padrões de qualidade e segurança alimentar?
Como garantir que a PAC (Politica Agrícola Comum) permaneça como uma verdadeira politica agrícola capaz de responder à enorme diversidade dos agricultores e dos territórios rurais portugueses?
E, ainda como uma exaltação à “Mulher Pobre e Excluída”, perguntamos se:
HAVERÁ MELHOR SUSTENTABILIDADE NO MUNDO DO QUE AQUELA QUE A MULHER OFERECE À HUMANIDADE ATRAVÉS DOS FILHOS QUE A IMORTALIZAM?
Sílvia Oliveira

Manuel Beninger defende maior afastamento do Estado da economia
Líder dos monárquicos de Braga conduzido à direcção nacional
O líder do Partido Popular Monárquico (PPM) no concelho de Braga foi eleito para a vice-presidência nacional. Manuel Beninger, que desempenha o lugar de deputado na Assembleia Municipal de Braga, foi conduzido ao cargo no congresso nacional do PPM, que confirmou o nome de Paulo Estêvão como presidente do partido.
A subida do monárquico bracarense à direcção nacional ficou marcada pela aprovação de uma moção regionalista que Beninger fez aprovar naquele que foi o XXIII congresso nacional e na qual defendeu que o direito do regresso do país à monarquia passe a ser contemplado na Constituição da República Portuguesa.
Em declarações ao Diário do Minho, Manuel Beninger alega que «não faz sentido que o actual quadro constitucional seja impeditivo quanto à possibilidade da restauração monárquica». Acrescenta o dirigente monárquico que «a democracia não se realiza, coarctando aos portugueses a liberdade de opção quanto à forma de governo que preferem».
A moção sectorial com que o novo vice-presidente do PPM preconiza um “Portugal para além das ideologias” diverge do Governo, no que concerne às medidas para retirar o país da crise e propõe a regionalização como uma oportunidade para promover o desenvolvimento nacional.
«São importantes algumas estratégias que mudem o actual período de estagnação que vivemos, onde as receitas em que se insistem para nos tirar da crise são as mesmas que nos arrastaram para este quadro de dívida, de astenia estrutural e de cepticismo», vinca o autor da moção, que considera ser «imperioso» que o país pense a regionalização «não como uma oportunidade de confronto político, partidário e ideológico, mas como um factor de desenvolvimento sustentável».
Manuel Beninger atribui ao Partido Popular Monárquico a missão de «levantar bem alto» a bandeira da criação das regiões, ao mesmo tempo que defende um maior afastamento do Estado da economia. «O Estado deve reduzir o papel interveniente na actividade económica», lê-se na moção “Portugal para além das ideologias”, que precisa que a acção do Poder Central «deve limitar-se à criação do quadro legal onde actuam os agentes, à gestão do sector público e à fiscalização e reajustamento da iniciativa particular».
PPM defende reedição da AD
A moção que Manuel Beninger levou ao congresso nacional de domingo último coloca ainda a política agrícola no centro do debate político. Enfatizando a ideia de que a actividade agrícola nacional deve impor-se pela produtividade e pela qualidade, o monárquico bracarense deixa claro que esses desígnios apenas são alcançados pela «dignificação» dos trabalhadores rurais.
«A previsão de objectivos de rentabilidade agrícola exige o ordenamento do território, de modo a que as culturas e os solos sejam uma realidade única no equilíbrio social e ecológico das regiões», adverte a moção aprovada no congresso que elegeu os novos corpos dirigentes do PPM.
Para o presidente reeleito que encabeçou a lista única que se apresentou à liderança do Partido Popular Monárquico, o caminho para arrancar o país à crise económica em que mergulhou passa pela reedição de uma «alternativa democrática» à que marcou o final da década de setenta. Paulo Estêvão não escondeu que deseja ver o PPM a fazer parte de uma solução que passa também pelo PSD e pelo CDS. O caminho é a criação de «uma ampla coligação de centro-direita, que consiga reunir também vários sectores monárquicos».
«Na nossa perspectiva, a situação política que o país enfrenta exige a construção de uma alternativa política, de natureza partidária plural, no âmbito do espaço político da Aliança Democrática», vincou o líder do PPM, para quem a actual conjuntura política «não é muito diferente da que a AD enfrentou em 1979».
«Na época, foi necessário estabilizar a situação orçamental e recuperar o crescimento económico perante uma esquerda que ontem, como hoje, não consegue convergir para qualquer solução governativa viável», continua o presidente dos monárquicos, que apresenta o avanço para uma nova AD como «a única alternativa a José Sócrates, com capacidade para obter maioria parlamentar absoluta».
Paulo Estêvão faz notar que o PPM é um parceiro natural dessa coligação, não só porque «representa um espaço de afirmação no vasto sector monárquico do país», mas também porque «é um factor de equilíbrio e coesão interna no âmbito da coligação».
O líder do Partido Popular Monárquico (PPM), Paulo Estêvão, foi eleito este domingo para continuar a assumir a presidência no XXIII Congresso Nacional do partido, disse à Lusa o dirigente político.
Licenciado em História, Paulo Estêvão, de 42 anos, tinha assumido a presidência da comissão política do PPM no início de Abril, na sequência da demissão de Nuno da Câmara Pereira.
Esta tarde, em Lisboa, foi eleito pela primeira vez em congresso nacional para assumir um mandato de três anos, após apresentar «listas de unidade, constituídas sem oposição interna».
«É um partido em que a conflitualidade interna sempre foi extremamente elevada, não só por questões pessoais mas também em relação a diferentes áreas do país. O que conseguimos foi ter listas que são totalmente representativas do país e reúnem as diversas tendências», afirmou.
Do trabalho já realizado, o líder partidário destacou as alterações estatutárias que permitiram criar estruturas concelhias, descentralizar as reuniões, limitar a três o número de mandatos presidenciais no PPM e criar um senado que pode vetar alterações de princípios doutrinais.
Paulo Estêvão reiterou que o PPM espera criar uma alternativa democrática com o PSD e o CDS, numa ampla coligação de centro-direita que consiga reunir também vários sectores monárquicos.
Desta forma, sublinhou, é possível vencer o PS e obter maioria parlamentar em eleições que se deverão realizar já «em meados do próximo ano».
O presidente do PPM afirmou que quaisquer conflitos que pudessem existir entre alguns sectores monárquicos e o partido estão já ultrapassados.

Convocatória para o XXIII Congresso Nacional (Extraordinário) do PPM, a realizar-se nos próximos dias 23 e 24 de Outubro no Hotel Ritz em Lisboa, Rua Rodrigo da Fonseca, 88, 1099-39 Lisboa.
Ordem dos Trabalhos:
Sábado, 23 de Outubro
10h00 - Abertura do Secretariado: recepção e credenciação dos Congressistas
11h00 - Abertura dos Trabalhos pelo Presidente da Mesa do Congresso
11h05 - Apreciação e votação do Regimento do Congresso
11h30 - Apreciação e votação das propostas de alteração dos Estatutos
13h00 - Almoço
15h00 - Reinício dos trabalhos. Apresentação das contas de 2009/2010
16h00 - Apresentação e discussão das moções de estratégia
20h00 - Termo do prazo de entrega na Mesa do Congresso das Listas para os Órgãos Nacionais. Intervenção dos candidatos a Presidente da Comissão Política Nacional
21h00 - Encerramento dos trabalhos
Domingo, 24 de Outubro
10h00 - Votação das Moções de Estratégia
11h00 - Início das votações das Listas aos Órgãos Nacionais
12h00 - Termo das votações das Listas aos Órgãos Nacionais
12h30 - Divulgação e afixação dos resultados
13h00 – Discurso do Presidente eleito da Comissão Política Nacional
13h30 – Encerramento oficial do Congresso

Semanário "Noticias de Guimarães" de 17 de Setembro de 2010
PPM QUER MONARQUIA NA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
NG Teresa Ferreira – O Partido Popular Monárquico (PPM) quer conquistar o seu lugar na Assembleia da República (AR), a exemplo do que já acontece no parlamento açoriano. Esta é a determinação do líder do PPM que no último sábado reuniu “a sua corte” em Guimarães e homenageou o primeiro rei de Portugal.
Em declarações ao NG durante a cerimónia de colocação de uma coroa de flores na estátua de D. Afonso Henriques, junto ao Castelo, solenização que precedeu a reunião de trabalhos com vista à preparação do Congresso do PPM agendado para Outubro próximo, Paulo Estêvão adiantou “estamos numa fase de crescimento. No último mês entraram para o partido cerca de 100 militantes”. Um crescimento que sustenta a pretensão de alterar a norma constitucional que impõe a forma republicana de Governo sobre a monarquia.
N opinião do dirigente monárquico, o crescimento do PPM justifica-se com a crise económica e social e todas as polémicas que o país vive, “sobretudo as questões judiciais”, considerou.
Na ocasião, o deputado no Parlamento dos Açores anunciou que se vai candidatar à liderança do PPM, no Congresso Nacional agendado para os dias 23 e 24 de Outubro, assumindo que lidera “um projecto de unidade, que integra todas as tendências”.
Convicto que o partido atingirá “o sucesso que já tivemos no passado nos Açores”, Paulo Estêvão acredita ainda na possibilidade de o partido regressar como força política independente à AR. De resto “é neste ambiente de grande unidade que me vou candidatar”, acrescentou.
Quanto à defesa de um referendo sobre a monarquia, justificou que “a população nunca foi consultada nos últimos 100 anos”. Em alusão à comemoração do centenário da República, comentou “a República nunca foi referendada”, por isso “é o resultado de uma minoria”. Apontando que a democracia exige que o povo seja chamado a pronunciar-se, o parlamentar açoriano expôs exemplos de outros países: “No Brasil, a monarquia obteve 17%, mas na Austrália, a população manifestou-se pela manutenção do sistema monárquico”.
Neste sentido, acrescentou que o PPM está ao lado do PSD na proposta de avançar com a revisão constitucional, desejando alterar a constituição introduzindo “uma lei fundamental e igual para todos”. A proposta monárquica visa ainda a alteração do Art.º 288, passando a denominação “forma republicana” a constar como “forma democrática”. Esta alteração permitiria aos eleitores “escolher entre um regime republicano ou monárquico, através de um referendo”, concluiu.
Acrescente-se que o Conselho Nacional do PPM que reuniu durante a tarde aprovou, para além do Regulamento para o XXIII Congresso Nacional a realizar-se em Lisboa, a criação de um Conselho de Senadores, que irá contar com nomes históricos do partido, recuperando assim valores fundamentais do PPM. Entre os senadores irão estar antigos ministros, antigos deputados e fundadores do PPM.
Das conclusões do Conselho Nacional, consta ainda a análise à situação política do país, mostrando o PPM a sua preocupação face à grave crise social e económica que atravessamos. “Como um dos quatro partidos que foi governo em Portugal, o PPM irá nesta reabertura do ano político pautar a sua acção com a apresentação de medidas concretas para o difícil momento em que vivemos”, sublinhou.
Adrião Saraiva Gonçalves - Guimarães
O Conselho Nacional, realizado em Guimarães, foi unanimemente reconhecido como um marco importante na vida do Partido, pela a riqueza do seu programa, forte representação dos seus Conselheiros e militantes que entusiástica e activamente participaram na discussão das propostas apresentadas.
Foi sobretudo uma afirmação de vitalidade e união de todas as sensibilidades monárquicas, que entendem que hoje o Partido se deve afirmar pela coesão e nunca pela afrontação.
O elevado nível qualitativo das intervenções, permite-nos legitimamente esperar que o XXIII Congresso em Lisboa, será o Congresso da Unidade e da afirmação do Partido no panorama político nacional.
À Distrital de Braga, ao Conselho Nacional, Secretariado do Partido, Comissão Política, militantes e a todos que se empenharam seriamente para que este Conselho Nacional se saldasse num enorme êxito, em nome do PPM, expresso toda a nossa gratidão, sabendo que desta forma, seremos muito mais fortes.
Adrião Saraiva Gonçalves
Vice-Presidente do Conselho Nacional
Conselho Nacional PPM quer alterar artigo Constituição para permitir referendo sobre monarquia
Guimarães, 12 set (Lusa) – O Partido Popular Monárquico vai solicitar reuniões com o PS, PSD e CDS para lhes propor alteração do artigo 288 da Constituição, de forma a tornar possível um referendo sobre República ou Monarquia, disse hoje à Lusa fonte partidária.
O presidente da Distrital de Braga do PPM, Manuel Beninger, adiantou que os monárquicos querem, em sede de revisão constitucional, a alteração da alínea B do artigo 288, que impõe a forma republicana de Governo: “queremos que onde diz que se tem de manter a forma republicana esteja escrito a “forma democrática” de organização do Estado.
O tema foi debatido no Conselho Nacional do PPM que decorreu no fim de semana em Guimarães com o objetivo de preparar o XXIII Congresso Nacional do PPM.
Os “conselheiros” fizeram questão de colocar uma coroa de flores junto da estátua de D. Afonso Henriques, homenageando assim o fundador de Portugal e da monarquia portuguesa.
Manuel Beninger disse que uma grande parte dos eleitores portugueses gostaria de se pronunciar sobre a forma de organização do Estado, a exemplo do que sucedeu, em tempos não longínquos, noutros países como o Brasil ou a Austrália.
“Não faz sentido que os portugueses não possam optar entre Monarquia e República e que esse direito lhes seja vedado por uma imposição anti democrática”, frisou.
O órgão partidário deliberou, ainda, comemorar o 05 de Outubro de 1143, data em que foi assinado o Tratado de Zamora, que reconheceu Portugal como um estado independente.
“Não comemoramos o 05 de Outubro de 1910, que consideramos uma data menor e sem relevância na história portuguesa”, sublinhou.
O PPM – acrescentou – celebrará a data com ações em Lisboa, Porto, Braga, e Açores, de acordo com um programa que irá anunciar.
O Conselho Nacional do PPM aprovou, na ocasião, o Regulamento para o XXIII Congresso Nacional a realizar em Lisboa, no Hotel Ritz, nos dias 23 e 24 de Outubro de 2010.
Foi também decidido criar um Conselho de Senadores, com nomes históricos do partido, “recuperando assim valores fundamentais do PPM”.
Entre os “senadores” estarão antigos ministros, antigos deputados e fundadores do PPM.
O Conselho Nacional do PPM, que analisou a situação política do país, mostra-se “preocupado face à grave crise social e económica” que o país atravessa.
“Como um dos quatro partidos que foi governo em Portugal irá, na reabertura do ano político, pautar a sua ação pela apresentação de medidas concretas para o difícil momento em que vivemos”, afirmou.

Conselho Nacional do Partido Popular Monárquico.
Próximo dia 11 de Setembro, Sábado, pelas 14h30 horas, no Auditório das Juntas de Freguesia da cidade de Guimarães, freguesia de S. Paio, Guimarães.
Como ponto de ordem dos trabalhos, será aprovado o Regulamento e Programa para o XXIII Congresso do PPM, a realizar nos próximos dias 23 e 24 de Outubro, no Ritz Four Seasons Hotel, em Lisboa.
Pelas 12h30 haverá uma concentração junto ao monumento a D. Afonso Henriques e colocação de uma coroa de flores ao Fundador da Monarquia Portuguesa.