Mudar o regime Servir Portugal

Manuel Beninger

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terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Afinal quem é que ganhou estas eleições Presidenciais da Republica?

Caros Amigos


Afinal quem é que ganhou estas eleições Presidenciais da Republica?


Apenas 1/5 dos Portugueses é que escolheram (reconduziram) o Presidente.

Aconteceu uma abstenção recorde de 53,36%. Os votos Brancos quadruplicaram e os votos Nulos duplicaram.

Cavaco perdeu meio milhão de votos, Alegre perdeu trezentos mil e Lopes 170 000.

Nobre ganhou seiscentos mil, Coelho cento e noventa mil.

Que concluir?

Se pegarmos nos 191 159 de votos Brancos, nos 86 543 votos NULOS, e juntarmos os 593 868 votos do "Candidato Independente dos Partidos" mais os 189 340 votos do "Anti-Candidato", será que estão aqui um milhão de eleitores dispostos a incomodar o “Sistema”?

E se juntarmos a este milhão de votos os 5 139 726 de Abstenções será lógico dizer-se que esta Republica é alimentado por apenas, pouco mais do que 1/3 dos seus Eleitores?

Vamos esquecer o discurso virulento do vencedor da "contenda", que na hora da vitória afirma que quer ser o Provedor do Povo, de Todos os Portugueses e ao mesmo tempo maltrata os vencidos, repetidamente?

Tenho o Professor Aníbal Cavaco Silva como um cidadão honesto e por isso até entendo, em parte, a sua revolta, mas não seria mais fácil ter prestado durante a campanha eleitoral todos os esclarecimentos necessários sobre as suas relações e da sua Família com o BPN assim como sobre a permuta da sua casa no Algarve, em vez de fazer o que fez?

Ajustar contas com os adversários vencidos em vez de unir TODOS os Portugueses para os tempos ainda mais difíceis que se aproximam, em vez de projectar o Futuro alimentando alguma esperança?

Assim, que concluir sobre quem é que afinal ganhou estas Presidenciais desta República?

Cá para mim foi mesmo o Rei...


Melhores cumprimentos


Paulo Corte-Real Correia Alves

Monárquico

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

PPM fala em necessidade de referendo ao sistema republicano

Lusa PPM fala em necessidade de referendo ao sistema republicano

O Partido Popular Monárquico (PPM) considera que «a elevada taxa de abstenção nas presidenciais e a campanha negativa feita pela maioria dos candidatos, demonstra que o actual regime republicano necessita de ser referendado».

O vice-presidente do PPM, Manuel Beninger, defendeu que só assim será possível aos portugueses «escolher entre um sistema monárquico ou um sistema republicano de chefia do Estado».

«O facto de a maioria dos portugueses não ter votado, põe em causa a credibilidade do sistema republicano de chefia do Estado», realçou, citado pela agência Lusa.

Segundo Beninger, há «um número cada vez maior de cidadãos, que se questiona sobre a possibilidade e as vantagens de uma Monarquia Democrática, tal como existe em muitos países europeus». Reiterou a «exigência de alteração da Constituição no sentido de dar aos portugueses a liberdade e o direito de poderem escolher, através de referendo nacional, qual o sistema de chefia do Estado que preferem, se o Monárquico se o Republicano».

«A campanha negra protagonizada por três candidatos contra o professor Cavaco Silva, prova que o regime democrático se vem degradando, levando a que os eleitores se afastem da vida cívica e política», lamentou.

Os resultados eleitorais, nomeadamente o conseguido pelo candidato José Manuel Coelho, «o Tiririca da Madeira ou pelo ex-autarca de Viana do Castelo, Defensor Moura que se limitou a denegrir o actual Presidente da República são um sinal claro da degradação da vida política e dos valores que sempre caracterizaram a Nação portuguesa», concluiu.


Jornal i - PPM: abstenção prova necessidade de referendo ao regime republicano


OBS.: A Bandeira da República do Zimbabué, o último país do ranking 2010 dos "países com qualidade de vida e bem-estar", confunde-se com a imagem de campanha das “Presidenciais 2011” de Cavaco Silva. Lol !

sábado, 22 de janeiro de 2011

Amanhã vá Votar! É tempo de Agir.

Caros Amigos


Hoje é dia de REFLECTIR amanhã é dia de AGIR!


pensou no que seria se nas eleições de amanhã a abstenção em vez de uns prováveis 45% não passasse dos 25% e em contraponto os votos Brancos ou Nulos passassem dos 2,84%,das últimas eleições Presidências para mais de 20%?


Já imaginou o seria se um terço dos 3.500.000 de Portugueses que não votam resolvesse AGIR em vez de não participar?


Já imaginou o que seria se quem nos governa (ou desgoverna) sentisse nas urnas que havia 1 .000.000 de novos eleitores com vontade de mudar este rumo sem rumo em que o nosso País se encontra?


Pense em Si, pense nos seus Filhos, pense nos seus Netos, pense nos seus Amigos, pense nos seus colegas de trabalho e não se esqueça de pensar no seu País. Se verdadeiramente o fizer estou certo que vai-se convencer e vai convencer quem lhe está próximo a amanhã ir VOTAR.


Vou tentar dar uma ajuda no seu convencimento, apresentando-lhe diversas hipóteses de voto na esperança que encontre uma que o incentive a AGIR:

VOTO NORMAL – “ OK tu serves”. Fácil, basta colocar uma cruzinha dentro do quadradinho em frente á fotografia do candidato em que sua opinião melhor assumirá as funções de Presidente.


VOTO em BRANCO – “Meus caros atenção que eu existo”. Mais fácil ainda, basta dobrar o boletim de voto em quatro e colocar dentro da urna.


VOTO de PROTESTO – “Meus caros atenção que eu existo e estou bastante zangado”. Risque o boletim de voto, em função da mensagem que quiser dar. Se só quiser dizer que está zangado sugiro que o risque com uma grande cruz. Se quiser sugerir alternativas sugiro um “Viva Portugal” ou “Viva o Rei”. Se quiser ser jocoso por exemplo “ O Tio Patinhas ou os irmãos Metralha para a Presidência” acho que vai bem. Em suma pode protestar da forma que melhor o entender, apenas sugiro que não insulte ninguém.


VOTO TERRORISTA – “Meus caros atenção que eu existo e estou revoltado”. Não vou sugerir que pratique algum acto violento, porque de todo a violência não resolve nada, lembrei-me que se em vez de riscarmos o boletim de voto o rasgarmos em quatro e o colocarmos dentro da urna a confusão na contagem é capaz de vir a ser alguma...Confesso que nem sei se um acto deste tipo poderá ser considerado ilícito, portanto passível de processo criminal pelo que sugiro que se alguém o pretender praticar se informe previamente das suas possíveis consequências.


“Use o seu Vote” diz a Comissão Nacional de Eleições.

Pois bem faça-o mesmo!


Melhores Cumprimentos


Paulo Corte-Real Correia Alves

Português, BI nº 3620323

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

A República é Linda! (4)

A “campanha suja e negra” que está em curso contra Cavaco Silva nas eleições presidenciais demonstra que “Portugal ficaria melhor servido com um sistema monárquico de representação democrática”.

A República é Linda! (3)

O candidato Alegre Bloquista Mrppista e mais coisas que tais !

A República é Linda! (2)

Dêem-me um tiro na cabeça !

A República é Linda! (1)

Coelho ao Poleiro !

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Eu voto "Viva o Rei"; Artigo de Opinião de Paulo Alves


Caros Amigos
Um Rei quantos Presidentes valerá?
Que melhor evidência pode ser dada das vantagens de um Rei sobre um Presidente, que a troca de “mimos”a que temos assistido entre os candidatos Presidenciais Cavaco e Silva e Manuel Alegre? E se juntarmos uma candidatura que apesar de Nobre mais não é do que um ajustar de contas de duas facções da mesma Família? Mais outra com o único propósito de afirmação de uma partido politico e da sua mensagem e ainda mais duas de rodapé com ou sem graça ou desgraça?
"Eu serei o Presidente de todos os Portugueses"!... mas como compreenderão gosto mais dos que pensam como eu e são meu clube.
"Eu serei isento!" Porque a Constituição assim me obriga… mas só por isso, porque vontade…
"Eu saberei ser o árbitro!" Mas não se admirem se sentirem que o relvado está inclinado…
“Neste segundo mandato serei mais activo”, ouviu-se nesta campanha e sentiu-se isso em todos os Presidentes anteriores. Porque será? Incompetência ou gestão de “carreira”?
Percebem o porquê de uma visão para o País “a dois mandatos” ?
Se não houvesse limitação de mandatos Presidenciais, será que Ramalho Eanes ainda não seria Presidente? E teria sido pior do que foi ou está a ser esta Republica? Porque será?
Provavelmente muitos devem achar um exagero mas para mim, nascido Republicano e Monárquico convertido, sinto com clareza a diferença e as vantagens em relação à Pátria de Rei / Pai em detrimento de um Presidente / Padrasto.
Por último, muito se fala dos custos das Famílias Reais e muito pouco sobre os custos das Famílias Presidenciais, quer da presente, a Silva, quer das passadas a Eanes, a Soares e a Sampaio e ainda das futuras? Alguém dúvida qual será a mais barata?
Concluindo eu vou votar: “Viva o Rei”, porque quero um Rei para o meu País e sugeria que reflectissem se este não é o melhor voto no próximo Domingo
Obrigado
Paulo Corte-Real Correia Alves
Português, Monárquico e
Presidente da Mesa do Congresso e do Conselho Nacional do PPM

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

PRESIDENCIAIS; Artigo de Opinião de Pedro Borges de Macedo


Jornal "Diário do Minho" de 14 de Janeiro de 2011, pag. 20
Portugal está neste momento em campanha eleitoral para eleger o Chefe de Estado. Esta campanha eleitoral tem sido uma prova clara de que os candidatos utilizam o cargo de Chefe de Estado como uma promoção pessoal e não como um sacrifício pela Pátria. Temos 6 candidatos a concorrer ao cargo de Presidente da Republica e cada um é mais brilhante do que o outro.
O Professor Cavaco Silva, actual presidente da Republica, provou a sua vulnerabilidade pois quando atacado por uma questão sem importância alguma, e que seria fácil rebater, como foi o caso de uma simples venda de acções do BPN, não se soube defender, deixando que a ondulação se tornasse num maremoto. É muito inquietante saber que podemos eleger um Chefe de Estado que não tem a habilidade necessária de cortar os boatos logo pela raiz. No mandato anterior do Professor Cavaco Silva, também ficou demonstrado que um Presidente da Republica tem limitações de poderes por estar dependente de um segundo mandato. Assistiu-se a esta situação quando sofreu um ataque do P.S. para desviar as atenções do País e ganhar umas eleições. No final de mandato, também ficou demonstrado que de 5 em 5 anos, existe um período de 6 meses em que não se pode demitir um Governo por mais incompetências que cometa.
Foi notório que o professor Cavaco Silva, neste primeiro mandato, não decidiu com consciência mas sim, com a frieza de nunca ser atacado de favorecer a sua família política e com isso prejudicou o País.
Por essas razões, é que um Rei que nunca pertenceu a uma família política pode decidir para o bem da Nação. O Rei não vem de uma família de esquerda nem de direita e não tem de se preocupar com as sensibilidades destas duas grandes tendências. O Rei não deve nada à Esquerda nem à Direita. O Rei olha para a frente e apenas tem como preocupação Portugal e os portugueses.
O Poeta Manuel Alegre, que se considera um herói da Pátria Portuguesa por ter desertado e ter efectuado uma resistência ao antigo regime através de Argel concorre a estas eleições para Chefe Supremo das Forças armadas. Que situação curiosa esta. Será mais uma valia desta Republica que permite que um desertor possa vir a comandar umas Forças armadas? E será que o Poeta Manuel Alegre, como Chefe de Estado iria homenagear os combatentes do Ultramar mortos em combate? Aqueles que morreram pela Pátria e que apenas são relembrados e a medo no dia 10 de Junho? E como se sentiriam os familiares com tal homenagem “sentida”? Mas o Poeta Manuel Alegre ainda vai mais longe. Acha que estas eleições estão marcadas por uma guerra de esquerda e de direita sendo que quer ser o Presidente de todos os portugueses impondo os valores de esquerda.
Na Monarquia, um Rei não pode ter tendências. Tem de ser imparcial e justo. Que justeza teríamos se este candidato ganhasse?
Este candidato acha que deve haver uma correlação de forças entre o Governo e a chefia de Estado e nunca cooperaria com um Governo de Direita. Seria sempre um Chefe de Estado corrompido pelos valores daqueles que os elegeram e um feroz adversário dos que não concordaram com ele nas eleições.
Manuel Alegre utiliza, nesta campanha, uma estratégia de descredibilização do Professor Cavaco Silva para tentar com isso forçar uma segunda volta. Demonstra-se assim que na república o que interessa são os fins e não os meios.
Prefere descredibilizar o Professor Cavaco Silva na sua seriedade, falando do caso BPN em vez de tentar expor o seu ponto de vista no papel de Chefe de Estado. E tanto atacou que foi atacado pelo caso BPP. Quem tem telhados de vidro não deve atirar pedras. Mas para este candidato, custe o que custar, o que interessa é ganhar mesmo que seja com calúnias ou processos de intenções. Pena que nunca o ouvimos a perguntar ao ex amigo, o Dr. Mário Soares, sobre o caso Melancia. Pena que não o ouvimos a perguntar sobre a licenciatura ou o caso Freeport ao “Eng.º” José Sócrates.
Serão estes talvez os valores do ideal republicano. A política suja do ataque. A dita ética republicana.
Na monarquia não existe ética monárquica nem ética republicana. Apenas existe ética e ou se tem ou não se tem…Pelo menos nestas eleições definiu-se a ética republicana como sendo porca, suja, badalhoca…
O Doutor Defensor Moura, a “lebre” de Manuel Alegre, sabe que não tem hipóteses de vencer estas eleições e concorre para que haja uma segunda volta e consequentemente com maiores custos para um País endividado. Está a fazer um serviço ao Partido Socialista e não ao País. Quão patriota que é este candidato. Considera que ser eleito Chefe de Estado é mais uma etapa na sua carreira. Ou seja, na Republica o cargo de chefe de estado é garantido como uma progressão de carreira política.
O Dr. Fernando Nobre enganou-se nas eleições. Deveria concorrer às legislativas. Pretende mudar o País num cargo que tem mais um papel controlador do que transformador. É um idealista, um utópico e considero que se fosse eleito, acabaria 5 anos depois, desconsolado e triste por não ter cumprido aquilo que prometeu. Prova assim que um idealista pode chegar a chefe de estado e pode assim provocar uma desilusão geral.
O Sr. Francisco Lopes é o candidato que defende a ditadura do proletariado. O sonho deste candidato seria uma União Soviética em Portugal. Sobre este candidato, está tudo dito.
O Sr. José Manuel Coelho é o “Tiririca” português e a prova viva de que um “desbocado” pode chegar ao cargo supremo da Nação. Imaginemos que o Povo de tão descontente votaria nele como protesto. Veja-se a vergonha que seria para Portugal no Mundo. Uma vergonha que sairia cara pois trazia falta de credibilidade em que ninguém confiaria no nosso País nem nos portugueses. Veríamos os juros dos empréstimos a aumentar exponencialmente e provavelmente levaria a uma falência do País. E o grande problema é que há muita gente descontente com o nosso sistema político.
Eu, Pedro Borges de Macedo sou um deles mas considero que a melhor forma de demonstrar esse descontentamento seria pedir uma mudança de regime pacífica alterando a constituição e o famigerado artigo 288 alínea b para que seja decidido a forma de regime. Quando o Povo puder decidir sobre a forma de regime, poderemos viver numa democracia pois a actual forma de regime foi imposta.
É por isso que nestas próximas eleições irei votar, como sempre votei.
Irei votar com um voto nulo a dizer Viva o Rei.
Pedro Borges de Macedo
Vice-presidente da distrital de Braga do PPM

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

PPM quer mudar Constituição para referendar monarquia

PPM quer mudar Constituição para referendar monarquia

O Partido Popular Monárquico (PPM) está a desenvolver esforços junto do PSD e do CDS-PP, tendo em vista uma alteração constitucional que permita retirar da carta magna da República Portuguesa o artigo que impede a opção dos eleitores pelo regime monárquico. A decisão, já tomada pelos órgãos nacionais do partido, prevê o lançamento posterior de uma petição que abra as portas à realização de um referendo, através do qual os portugueses decidem se querem uma república ou uma monarquia.

A revelação foi feira ontem ao Diário do Minho pelo presidente da Distrital de Braga do PPM, que apontou o dia 29 deste mês como a data em que a direcção e o conselho nacional dos monárquicos vão definir a forma como o processo se irá desenvolver. “Pretendemos que a terceira república seja plenamente democrática, de facto e de direito, e isso implica acabar com o malfadado artigo 288, alínea b da Constituição”, disse Manuel Beninger, alegando que, numa segunda fase, “os portugueses deverão ser chamados a pronunciarem-se, em referendo, se preferem a república ou a monarquia”.

O também vice-presidente da direcção nacional do PPM acredita no sucesso de uma iniciativa parlamentar para alterar o artigo, lembrando que, na última legislatura, o partido tomou “uma iniciativa nesse sentido, que obteve a maioria dos votos”. Beninger acredita agora que é possível convencer os dois terços dos deputados que são necessários para alterar a Constituição e acrescenta que o referendo ao tipo de regime é uma espécie de imperativo histórico.

“A instauração do regime republicano resultou de um golpe de Estado atroz e a república nunca foi referendada”, vinca, considerando que o modelo republicano português “descambou para uma desgraça completa, tendo chegado ao ponto de ser possível eleger para o mais alto cargo da nação, um qualquer “Tiririca””.

A referência ao palhaço brasileiro, que foi eleito deputado federal do Brasil sem saber ler – o que anulou a sua eleição -, visa o candidato madeirense José Manuel Coelho. As críticas monárquicas atingem também o candidato “poeta alegre”. “A república bateu no fundo. Está a dar os últimos suspiros e os que hoje concorrem à chefia de Estado representam partidos e não a unidade nacional, que só pode ser personalizada na figura do rei”, alega o dirigente do PPM, apontando o dedo a uma “campanha suja”, que enveredou pelo “enxovalhar de alguém que é suposto representar a nação, o que não dá qualquer credibilidade à república”.

Em defesa da causa monárquica, Manuel Beninger argumenta que “os países mais democráticos na Europa são monarquias” e os “com maior índice de desenvolvimento no mundo também são monarquias”, citando os casos da Suécia, Noruega, Holanda, Austrália, Canadá e Japão. Como exemplo “da verdadeira democracia que são as monarquias”, o dirigente do PPM refere que, em Espanha, é possível referendar a monarquia, algo que não acontece em Portugal ou em França”.

Sobre a actual situação económica do país, Manuel Beninger alinha o PPM pelo PSD e pelo CDS-PP. “Se o FMI tiver de entrar em Portugal, o Governo socialista deve ser demitido, por já não ter qualquer credibilidade, e o país deve ser governado por um Governo de salvação nacional”, resume.


domingo, 9 de janeiro de 2011

PPM/Braga promove jantar de reis para defender fim da República

Jornal "Diário do Minho" de 9 de Janeiro, pág. 5


PPM/Braga promove jantar de reis para defender fim da República

A estrutura bracarense do Partido Popular Monárquico defendeu ontem o fim da República, alegando que o regresso ao regime monárquico garantia aos portugueses uma maior representatividade democrática e custearia muito menos aos cofres públicos.

A ideia foi defendida pelo presidente da distrital de Braga e vice-presidente da direcção nacional do PPM, Manuel Beninger, à margem de um jantar de reis promovido pelos monárquicos de Braga. A confraternização, que decorreu numa unidade hoteleira do centro de Braga, contou com a participação de históricos do PPM como Gonçalo Ribeiro Teles, Fernando Sá Monteiro, Luís Coimbra, Fernando de Sá Menezes, o Coronel Agostinho Gama, Miguel Pignatelli Queiroz e Jorge Corte-Real.

Para Manuel Beninger, a “campanha suja e negra que está em curso contra Cavaco Silva”, a propósito da compra e venda de acções da Sociedade Lusa de Negócios, que era propriedade do Banco Português de Negócios, “demonstra que Portugal ficaria melhor servido com um sistema monárquico de representação democrática”.

“Um rei representa a nação. Por não ser eleito, por não ser escolhido apenas por alguns, ele é absolutamente livre de lóbis, de pressões, de grupos económicos e de interesses partidários. O rei representa todos os portugueses”, sustentou o líder distrital dos monárquicos bracarenses, que não deixou de confrontar o custo da monarquia espanhola com as despesa que representa para os contribuintes a Presidência da República portuguesa.

As contas feitas pelo monárquico deixam claro que a República portuguesa “custa muito mais” do que a monarquia espanhola. “O custo da monarquia, em Espanha, é de 19 cêntimos de euro por cidadão”. O custo da República em Portugal é de 1,58 euros por cada português”, refere, precisando que “o Governo espanhol transfere para a sua Casa Real 9 milhões de euros”, enquanto que “o Governo português transfere para a Presidência da República a verba de 16 milhões de euros”.


Monarquias lideram ranking da democracia

Sem esconder a sua aversão pelo caminho que tomou a pré-campanha presidencial, Manuel Beninger vinca que, “ao entrar pela via da calúnia e da difamação, apenas contribui para diminuir a figura do futuro chefe de Estado”. O dirigente distrital do PPM fez notar que isso não aconteceria num regime monárquico, uma vez que “o rei está acima das disputas partidárias”.

“Propomos, por isso, uma chefia de Estado independente, uma verdadeira arbitragem do jogo democrático, um verdadeiro poder neutral em relação às forças políticas, neutralidade essa que só pode ser adquirida através de uma educação especializada e pela hereditariedade”, defendeu Beninger, lamentando que o texto da Constituição da República portuguesa feche a porta à monarquia.

O vice-presidente nacional do PPM acrescentou, a propósito, que o PPM “tem vindo a exigir a alteração da Constituição, de modo a que seja possível referendar o regime de chefia de Estado, dando a escolher aos portugueses a opção entre Monarquia ou República”. Em seu entender, “o regime e a Constituição não são verdadeiramente democráticos, uma vez que apenas consagram a República como única opção de regime”, lamentou.

O monárquico sublinhou ainda que “o ranking dos dez países com melhores índices de desenvolvimento humano do mundo revela que os primeiros lugares são países monárquicos: Noruega, Suécia, Holanda, Austrália, Canadá e Japão”. Acrescentou Manuel Beninger que “também o “ranking” dos dez países mais democráticos do mundo é dominado por regimes monárquicos. “Este “ranking” apresenta, no primeiro lugar, a Suécia, que é uma monarquia. E dos dez países da frente, sete são monarquias, havendo apenas três repúblicas”, concluiu.